19 de ago de 2010

Sussurro - Beca FitzPatrick

Faz pelo menor uns dois meses que estava louca para ler este livro, o que li nós blogs literários a respeito dele me fez querer ‘consumi-lo’. Quando enfim recebi meu exemplar no final de junho só consegui ter coragem para lê-lo um mês depois.
Não posso dizer que o excesso de expectativa fez com que eu fantasiasse demais em relação ao livro (como já aconteceu diversas vezes), não foi este o caso, de fato esperei muito para por as mãos nesse exemplar, mas não foi meu excesso que estragou o livro, o problema foi da autora.
Depois de ler o livro, procurei me inteirar mais sobre o assunto como sempre faço, acabei achando um blog literário que descentemente o criticou (já que eu só ouvia elogios). Fui salva pelo gongo.
Devo dizer que concordo com tudo que foi dito no tal blog (que não lembro mais qual era), e faço das palavras dele as minhas, mas acho que ainda devo acrescentar algumas palavras.
O livro tinha tudo para ser espetacular, mas não foi. Em parte a culpa é da autora, a outra é do editor e dos agentes literários, como eles publicam as coisas assim, isso chega me despertar fagulhas de esperança em mim para quando eu lançar um livro. A autora foi criativa, perspicaz em alguns momentos, mas na maioria dos outros momentos deixou muito a desejar. Certos pontos da estória chegaram a ser ridículos, em outros achei que faltou maturidade para escrever (certos momentos parecia as histórias alopradas que eu e uma amiga criávamos quando estávamos na 8º série). A reviravolta final foi um pouco triste (leia-se: não prestou), achei que ela forçou a barra demais, mas fazer o que neh?
Outro ponto que não posso deixar de frisar é o fato da protagonista ser excessivamente paranóica. Olha, eu digo e repito, o estilo de escrita mais chato pode ser muito interessante se bem escrito. A protagonista poderia ser neurótica? Sim! Mas desde que fosse bem escrito. Se a autora tivesse se expressado melhor talvez esses trechos em questão não tivesse ficando tão enfadonhos (a pergunta que não quer calar: para que sevem os agentes literários???).
Apesar dos apesares vou continuar lendo a série, ela é boazinha, uma literatura bem á la juvenil, mas que da e pode ser acompanhada. A história é bem água com açúcar, e bem interessante em alguns pontos, o casal principal e a trama secundaria (como diz Vida Winter) conseguiram captar a minha atenção. É claro que não se compara a Diana Petterfreund, que escreve declaradamente para o publico jovem e que escreveu uma historia muito bem estruturada (em todos os sentidos), sem deixar a desejar e sem perder o ‘rebolado’ em momento algum.
Depois deste livro pude ter mais certeza de algo que eu já sabia, hoje em dia qualquer livro vende milhões e é traduzido em vários países e é chamado de literatura. Escrever e se tornar autora nunca foi tão fácil...

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