24 de abr de 2013

Desafio Literário - Fevereiro: O Auto da Compadecida - Ariano Suassuna

Sempre que penso em o Auto da Compadecida, me lembro daquela vinheta eternizada pela produção cinematográfica da Globo, tanananana tanananana... Também me lembra daquela cara de cabra do Matheus Mastergalli e do Selton Mello, nos seus papéis de João Grilo e Xicó, respectivamente. Sabem por quê? Não sei, só sei que foi assim!
O Auto da Compadecida é uma peça de teatro, e para quem não gosta desse tipo literário (o que eu acho difícil, por que é muito gostoso de ler), pode não agradar da obra. Mas o Auto da Compadecida começa assim... Um palhaço fazendo uma introdução e nos dizendo do que se trata aquela peça, faz uma rápida apresentação de tudo e depois deixa a trama rolar solta. O mesmo palhaço faz algumas outras parições entre um ato e outro, e ás vezes, de modo jocoso, até interage na peça.
Se você viu o filme (o que eu também acho difícil de não ter acontecido), você sabe bem que a trama se desenrola em torno de João Grilo, o cabra amarelo e Xicó, o cabra frouxo; e todas as tramoias que esses dois nodertinos aprontam!
E tudo começa quando Xicó diz que vai chamar o Padre para benzer o cachorro de estimação da Patroa, a Esposa do Padeiro. Como o Padre a princípio se recusa, o amigo de Xicó, João Grilo, arranja um esquema para que não apenas o padre benza o cachorro, como também, ele arranque dinheiro de seus patrões e ainda se vingue de sua patroa, que havia negado-lhe ajuda quando este necessitou.
E assim começa nossa trama.
O problema realmente surge quando o cangaceiro Severino aparece na pequena cidade para por terror, matar e arrancar dinheiro dos cidadãos. Severino promove uma matança geral, é um cangaceiro nordestino no melhor estilo do Sr Lampião.
Por volta do último ato, após Severino realizar uma matança generalizada, todos os personagens (com exceção de Xicó) são levados a julgamento, pois o encourado (como o diabo é chamado) deseja levar todos para o inferno.
Como já disse no início desse texto, é impossível falar do Auto da Compadecida e não me lembrar de
produção cinematográfica da Globo. E aqui gostaria de abrir um parenteses e fazer uma breve comparação entre ambos:
O Filme produzido pela Rede Globo em nada ficou aquém da obra literária, cheguei a ficar espantada com a fidelidade do filme para com a obra. É claro que houve algumas mudanças, mas completamente justificáveis, uma vez que é bem sabido que em produções desse gênero não é possível ser 100% fiel ao original. Tudo o que ocorre no livro estará no filme, à única mudança foi em relação a quatro personagens que não aparecem no filme, mas que devido ao fato de serem secundários, em nada afetou a obra.
Fechado o parênteses. Não é possível não tecer comentários à obra de Suassuna, que de forma magistral conduz a peça, faz uma grande colcha de retalhos utilizando historíolas nordestinas para escrever a peça e ao mesmo tempo faz criticas veladas e jocosas, demonstrando as mazelas de como vive as classes mais baixas no Nordeste.
Essa é uma obra que deve ser aplaudida de pé, pois cínica, crítica e engraçada.
Por que gostei do Auto da Compadecida?
Não sei, só sei que foi assim...

8 de jan de 2013

Projeto Chalie's Booklist


Durante a leitura de "As Vantagens de Ser Invisível" de Stephen Chbosky, vemos o protagonista Charlie (mas esse não é o nome verdadeiro dele) lendo alguns livros indicados pelo seu professor de literatura. Deste modo surgiu a ideia do Projeto Charles Booklist, que consiste em ler os 12 livros lidos por Charlie.
O projeto nada mais é do que um clube do livro para ler livros relevantes para a literatura e que influenciou muitos dos vários livros que lemos nos dias de hoje. Os livros são:
1. “To Kill a Mockingbird” (“O Sol é para Todos”), de Harper Lee.
2. “This Side of Paradise” (“Este Lado do Paraíso”), de F. Scott Fitzgerald.
3. “The Great Gatsby” (“O Grande Gatsby”), de F. Scott Fitzgerald.
4. “A Separate Peace” (“Uma Ilha de Paz”), de John Knowles.
5. “Peter Pan”, de J. M. Barrie.
6. “The Catcher in the Rye” (“O Apanhador no Campo de Centeio”), de J. D. Salinger.
7. “On the Road” (“On the Road – Pé na Estrada”), de Jack Kerouac.
8. “Naked Lunch” (“Almoço Nu”), de William S. Burroughs.
9. “Walden”, de Henry David Thoreau.
10. “Hamlet”, de William Shakespeare.
11. “The Stranger” (“O Estrangeiro”), de Albert Camus.
12. “The Fountainhead” (“A Nascente”), de Ayn Rand.

O bacana do projeto é que não somos obrigados a ler todos os livros e que poderemos enviar nossas opiniões e debater bastante o livro.
Para entrar ainda mais no clima, ao nós cadastrar no projeto, somos incentivados a criar um nome falso para nós, para que possamos, como Charlie, termos a sensação de como é ser invisível.
Eu particularmente não li o livro, apenas vi o filme recentemente por causa do projeto, não sendo nenhum dos dois requisitos necessários para poder participar dessa empreitada. A lista me chamou muito a atenção, por que são de fato livros importantes da literatura americana, que só Deus sabia quando eu leria. 
Para mais informações: Conversa Cult.

4 de jan de 2013

A casa das Orquídeas - Lucinda Riley

Uma antiga e bela a casa inglesa, amores impossíveis, deveres familiares e corações despedaçados são os elementos da trama criada por Lucinda Riley.
Nossa protagonista é a brilhante pianista Júlia Forreste,que após a perda de seu marido e filho em um desastre, entra em um lamentável (e ás vezes irritante) estado de torpor emocional. Sua vida perde o sentindo e seus dias transcorrem em uma monotonia emocional. Depois de meses nesse estado, sua vida começa mudar quando sua irmã a leva em um leilão que esta ocorrendo em Wharton Park, uma casa pela qual ela nutre um imenso carinho e onde reencontrar um velho conhecido, Kit Crawford, que irá trazer cores para sua vida.
Descobrimos que existe um segredo do passado quando um diário da época de segunda guerra é encontrado durante uma reforma em um dos chalés da propriedade; Então, somos transportados para a época do ocorrido e aqui conhecemos outra estória, a de Olívia, uma jovem que apaixona-se por Harry Crawford, o então herdeiro da Wharton Park. A Segunda Grande Guerra bate ás portas e diante de tal alvoroço e o medo que só uma guerra pode trazer, Harry e Olivia se casam. Após quatro anos de distância, por ter sido preso em uma emboscada durante a guerra, Harry é liberto e passa algumas semanas no Hotel Oriental para se recuperar antes de retornar para casa, é nesse ínterim que ele conhece e se apaixona por uma linda Tailandesa, Lídia. Dá para imaginar a dor e sofrimento que vem por ai né?
  • Opinião:
Achei o livro muito bom, quando vi o livro na livraria e li sua sinopse, foi amor a primeira vista. A casa das Orquídeas é delicado e deve ser devidamente apreciado. 
Sim, o livro tem seus clichês, mas como já ressaltei várias vezes, um livro pode ser infestado de clichês e ainda sim ser maravilhoso. E sim, A Casa das Orquídeas é um romance, quase histórico... É impossível não se encantar com esse drama.
O livro é claramente dividido em duas estórias, uma que se passa no tempo presente, sendo ela a principal. E outra que se passa no passado, mas que esta diretamente relacionada a que se passa no tempo presente. Não há muito o que se falar, só que Lucinda Riley escreve estonteantemente bem, sua escrita é leve e prazerosa e que teve bastante cuidado em pesquisar os fatos históricos para dar veracidade a sua trama. A ambientação e a escrita é tão boa que a sensação é de que você esta vivendo aquilo tudo, ela de fato consegue fazer com que entremos na trama. Apesar disso, não espere uma estória de amor super elaborada, é simples, mas terrivelmente convincente (isso é a fala de uma pessoa que detesta romances previsíveis e clichês!). Ah, espere algumas reviravoltas inesperadas!

  • Personagens:

O ponto negativo, na minha opinião, foi o protagonista Kit, ele é perfeito demais para meu gosto. Entenda, não que eu não acredite que exista homens como ele, mas sei lá, ele amava a Julia mesmo... De qualquer modo é impossível não amar o Kit logo de cara.
Quanto ao "protagonista do passado"  Harry, posso dizer que ele é um banana e me irrita sobre maneira. Eu até entendo o lado dele, mas ainda acho ele um banana, oh homem sem atitude, tanta dor e sofrimento é culpa dele. Agora, não achei o personagem mal criado, é só a personalidade dele é que me irrita mesmo, não faltou vontade de bater nele durante a leitura.
Já a Olívia, foi a que mais me encantou, apesar de não ter gostado dela de início, quando conheci sua história, me solidarizei. Acho que é a personagem mais forte e marcante.
Lídia também é fofa e muito forte, ela só foi mais uma das vítimas da personalidade vacilante do Harry.
Julia foi um bocado irritante, mas gostei dela e seu amadurecimento durante a trama é notável, precisamente na segunda parte da estória.
No fundo, no fundo, todos os protagonistas eram apenas coadjuvantes, o grande e verdadeiro protagonista era Wharton Park, como disse Lídia, é impossível competir com ela.

  • Sobre a Autora:

Fiquei admirada com o talento da Lucinda Riley, que apesar de alguns clichês em sua estória teve um jeito todo especial de escrevê-la. Ok, peguei no pé do clichê, exagerei um pouco, mas fiquei admirada com o que ela fez, poderia ser apenas mais um romance de banca e ela fez com que fosse uma coisa completamente diferente. Apesar de ter me sentido tão atraída pelo livro (pois, não sosseguei enquanto não o comprei), não esperava que a estória fosse tão boa, tão bem amarrada, nem tão gosta de se ler.

  • Nota:

Trama: 5,0
Personagens: 4,0
Escrita: 5,0
Leitura: 4,0                                               Quatro Estrelas e Meia
Média: 4,5                                                          Ótimo!

North & South - Elizabeth Gaskell


Nem sei como falar desse livro que me arrebatou a alma!
Para todos aqueles que gostam de um bom romance, esse é o livro. Mas não perca seu precioso tempo, acreditando que o que irá ler é um romance água com açúcar do qual irá terminar com um felizes para sempre. Não! Norte e Sul é mais do que isso, é um romance para se saborear e questionar os seus próprios valores morais.
Ora, tudo gira entorno da nossa amável Margareth Hale, uma mocinha que nasceu em Helstone, uma cidade ao sul da Inglaterra. Levando uma vida tipicamente rural (você sabe o que quero dizer se leu alguma obra de Jane Austen!), mas criada em Londres, sua maneira de ver o mundo é como qualquer pessoa do Sul pensaria que é o correto. Seu pai é um reverendo que dessiste da carreira eclesiástica por questões de "consciência" (é assim que é mencionado o tempo todo) e se muda para o Norte da Inglaterra com sua família. Vale uma ressalva, a visão de mundo dos habitantes do norte da Inglaterra é completamente oposta  a visão de mundo dos ingleses do Sul.
E assim se inicia nossa trama!
Em um dado momento é palpável as semelhanças com Orgulho e Preconceito, e aqui a uma informação digna de nota: o livro de Gaskell foi escrito e publicado alguns anos após O&P. Mas não se importune com isso, pois a semelhança só se diz respeito ao romance, por que de resto, acho que os livros são diferentes.
É impossível ler Norte e Sul e não fazer uma comparação com Orgulho e Preconceito, por que como já ressaltei, existe entre essa obras algumas semelhanças. Mais um comentário digno de nota antes de prosseguir: amo O&P, mas tenho que ser justa no que diz respeito a minha opinião, se comparando esses livros, vejo que a obra de Gaskell é mais rica, mais direta no que se busca alcançar e tem uma crítica social descarada, e ás vezes a sensação é de que em momento algum o romance é o seu tema central.
A relação entre os protagonistas é idêntica a de Orgulho e Preconceito, e Mr. Thorton perde em disparada para Mr. Darcy (principalmente em sua declaração), mas eu gosto mais do primeiro do que do segundo, por que Thorton parece ser de carne e osso, enquanto Darcy me parece um homem intangivel, inalcansável.
Margareth Hale é uma personagem cheia de personalidade e diferente de Elizabeth Bennet que é extremamente irônica, ela é audaciosa e desaforada, com ela não há meias palavras, é tudo direto ao ponto.
O ponto chave da obra são a criticas sociais nela embutidas, a autora é mordaz, critica a indusrialização desenfreada, dos direitos trabalhistas e a luta por uma vida mais digna e justa, da discrinação entre as classes sociais, etc. São tantos pontos que ela explora...
Como disse, ao contrário de  Orgulho e Preconceito, Norte e Sul é um romance mais sólido, mais próximo do real, enquanto o primeiro me parece mais um conto de fadas.

Mr. Thorton e Margareth Hale
Não posso terminar esse post sem dizer que vale muito apena ver aa série que a BBC fez baseada nessa obra, o preço pode ser um pouquinho salgado, mas vale a pena, é muito boa, Richard Armitage eternizou Mr Thorton, e Daniela Denby-Ash desempenhou muito bem o papel de Margareth Hale sendo bastante fiel ao original. No que tange o livro, até pouco tempo atrás não existia uma edição em português, as obras de Gaskell não foram muito difundidas por aqui, mas recentemente a ilustríssima editora Landmark lançou um versão bilingue (português/inglês) dessa obra. O preço esta por volta de R$ 45,00, salgadinho, mas vale a pena! 

31 de dez de 2012

Retrospectiva Literária 2012


  • A aventura que me tirou o fôlego:
O nome do Vento - Patrick Rothfuss

  • O terror que me deixou sem dormir:
Nenhum,
não li livros de terror esse ano e geralmente eles não me deixam com medo!
  • O suspense mais eletrizante:
O Espião - Clive Cussler
Tah, o clive nem escreve tão bem assim e o livro dele é mais aventura que suspense,  mas foi bem bom. kkkk
    • O romance que me fez suspirar:
    Diário de uma paixão - Nicholas Sparks
    Não consegui chorar como uma professora disse que ela fez, mas certamente me impactou, o amor que transpõe barreiras desses protagonistas, é no minimo impactante.
    • A saga que me conquistou:
    Trilogia da Comida - Joanne Harris
    Bom, dizem que tem uma trilogia da Joanne Harris com esse nome, que eu suponho que seja: Chocolate, Vinho de Amoras e Cinco quartos da laranja, dane-se se não for. Li esses livros e me apaixonei, principalmente por Cinco Quartos da Laranja, Joanne tem um jeito todo especial de contar estórias e eu amo!
    • O clássico que me marcou:
    A máquina o Tempo - H.G. Wells
    Esse livro é simples e interessante, acho que é mais uma crítica social do que qualquer outra coisa, é muitíssimo interessante e é a base para diversos outros livros que tratam do assunto de viagens no tempo.
    • O livro que me fez refletir:
    Uma igreja com propósito - Rick Warren
    Livro Religioso. Rick mostra mais uma vezes que tudo, na opinião dele (e é verdade), tem um propósito e devemos estar atentos a isso, e desta maneira demostra como uma igreja que visa salvar almas deve focar em ter propósitos claros e precisos, além de lembrar o principal: servir a Deus com todo o coração.
    • O livro que me fez rir:
    Os correios do Tempo - Robert Silverberg
    Não é um livro de comédia, mas as memórias de Jud e a forma como ele as conta eram um tanto hilárias, fiquei muito feliz de ter lido esse livro, é um primor no que diz respeito a viagens no tempo, ao contrário de a Máquina do Tempo do H.G.Wells, o autor preocupou-se em explicar um pouco sobre como funciona as viagens do tempo, sem ser digamos, enfadonho.
    • O livro de fantasia que me encantou:
    O circo da noite - Erin Morgestern
    Eu realmente esperava que fosse só mais um livrinho qualquer, imaginei que fosse um romancezinho mequetrefe, mas a cada página que lia meu queixo caia, Erin tem um jeito diferente de contar histórias, ela não segue uma forma linear, e nem seus protagonistas são de fato protagonistas, tudo gira ao redor do circo e a sensação é de se estar fazendo um passeio dentro dele. Seria injusto ele não ser lembrado nessa retrospectiva.
    • O livro que me decepcionou:
    A mulher de preto - Susan Hill
    Já aviso, eu não terminei de lê-lo, cheguei na metade do livro e desisti, ele é simplesmente ruim! O filme também não fica para trás, na verdade dá um racha, pois é difícil dizer o que é pior, o livro ou o filme.
    • O livro que me surpreendeu:
    A casa das Orquídeas - Lucinda Riley
    • O casal perfeito:
    Noah e Allie
    • O(a) autor(a) revelação:
    Cristiane Lisbôa
    Fiquei chocada com o talento dessa Gaucha para escrever, eu daria qualquer coisa para que os livros dela tivessem o triplo do tamanho, pois o bichinha que escreve encantadoramente bem. Fiquei mais feliz ainda de alguns meses depois de resenhar o livro dela, ela visitar o blog e comenta a resenha que fiz, Amei d+.
    • O melhor livro nacional:
    Papel Manteiga para embrulhar segredos, cartas culinárias - Cristiane Lisbôa
    Ok, foi o único nacional que eu li esse ano, mas ainda que tivesse outros, esse sem sombra de dúvidas continuaria sendo o melhor. Por que Dona Virginia e Antônia encantam qualquer um, aquelas receitas sem pé nem cabeça com dicas da Dona Virginia é tudo de bom. Pena que o livro é fininho. Tô doida para ler a continuação... 
    • O melhor livro que li em 2012:
    O Prisioneiro do Céu - Carlos Ruiz Záfon
    Sim, Záfon me decepcionou com um livro tão fino e com tão pouca história, mas ainda sim O Prisioneiro do Céu foi um livro ótimo! Ótimo por que ele é o elo que conectou ainda mais O Jogo do Anjo a Sombra do Vento e mais, deixou mais perguntas do que as respondeu. A continuação irá sem sombra de dúvida, ser o desfecho incrível para essa tetralogia...
    • Li em 2012 27 livros.
    Bem menos do que os dois últimos anos, mas até eu mesma me perdoou, pois esse ano foi mais puxado do que o normal, pois tive que ler mais do que o normal para a faculdade por causa do meu projeto de monografia e monografia. Tsc, tsc, fazer o que né, é a vida. Acho inclusive que li muito dado a rotina desse ano, espero sinceramente ler muito mais ano que vem... 
    • A minha meta literária para 2013 é:
    50, por que enquanto eu não bater essa meta, será impossível almejar qualquer outra.

    28 de nov de 2012

    Desafio Literário 2013 - Lista de Leitura




    As metas para 2013 tem que começar a ser traçadas desde já, correto? Por isso mesmo já estou criando a minha lista de leitura para o Desafio Literário 2013!
    Esse ano as regras mudaram um pouco e não há a necessidade de se criar a lista, mas eu resolvi criar a minha assim mesmo, só para eu ter um norte, o que não quer dizer que eu vá necessariamente segui-la. Então vamos lá:

    • Janeiro - Tema livre
    Como o tema desse mês é livre, não me darei o trabalho de fazer nenhuma escolha, o que aparecer estarei lendo!

    • Fevereiro - Livros que nos façam rir
    -O Xangô de Baker Street, Jô Soares
    -O Auto da Compadecida, Ariano Suassuna**

    • Março - Animais protagonistas
    -Dewey um gato entre livros, Vicky Myron

    • Abril - Uma ou mais das quatro estações do Ano
    -O Palácio do Inverno - John Boyne
    -Acontece a cada Primavera - Gary Chapman

    • Maio - Livros Citados em Filmes
    -Love Story uma história de amor, Erich Segal

    • Junho - Romance Psicológico
    -Crime e Castigo, Dostoieviski**

    • Julho - Cor ou cores no Título
    -A mulher de Preto, Susan Hill**

    • Agosto - Vingança
    - Doce Vingança, Nora Roberts**
    - O conde de Monte Cristo, Alexandre Dumas**

    • Setembro - Autores Portugueses Contemporâneos 
    - ??? A escolher...

    • Outubro - Histórias de Superação
    - O garoto do Convéns, John Boyne

    • Novembro - Livros que foram banidos
    -Ponte para Terabítia, Katherine Paterson

    • Dezembro - Natal
    -Um conto de Natal, Charles Dickens
    -O natal de Poirot - Agatha Christie **

    Os livros marcados com ** são livros que eu tenho, mas ainda não li.

    3 de ago de 2012

    Poliana - Eleanor H. Porter

    Bom, esse livro era para o Desafio Literário, mas como eu enrolei demais para ler, acabei perdendo o prazo (uma coisa imperdoável para quem deseja ser advogada...). Mas eu li! E... estou feliz, por que afinal, esse ano, o desafio esta indo melhor do que o ano passdo e me proporcionado boas leituras.
    O livro Pollyanna é uma fofura só, um livro infanto juvenil bastante interessante, que eu já tinha ouvido falar há muitos anos atrás, mas não me dei o trabalho de ler... A vida, afinal de contas, é assim mesmo!
    Gostei tanto do livro que irei ler sua continuação, é claro, apenas a continuação que a autora escreveu, por que existem várias continuações de  outros autores, mas vamos combinar, não é a mesma coisa!
    Não vou entrar em detalhes, mas vou confessar que mais para o final do livro cheguei a chorar, uma raridade no que diz respeito aos livros. Consigo expressar vários sentimentos ao ler um livro, mas chorar não é um deles!
    O enredo gira em torno de um jogo que o falecido pai de Pollyanna ensinou a ela, quando queria ganhar uma boneca e ao invés disso ganhou um par de muletas ( que foi doado a Pollyanna, já que o pai da menina era um missionário, sendo assim muito pobre). E aí, a vida da garota passa a girar ao redor do jogo do contente. Atráves do jogo, Pollyanna consegue mudar bastante o cenário na cidade onde passa a morar com sua tia (pois o pai dela havia morrido). É muito interessante ver o desenrolar da estória, mesmo que algumas coisas sejam previsíveis.
    Achei bastante interessante, pois o livro nos passa um conselho moral, apesar de simples, ele nos ensina grandes verdades, por exemplo: o de parar de reclamar e ser feliz por poder ter o que tem, como é o caso da vizinha de Pollyanna que reclama de tudo, se levavam a ela um cabrito assado ela dizia que estava ruim por que na verdade gostaria de comer uma geleia; e por aí vai.
    A história é legal, apesar de ás vezes achar a Pollyanna um pouquinho irritante com o jogo do contente, confesso que cheguei querer esganá-la!
    Mas a leitura foi bastante interessante e tranquila, sem estórias elaboradas, ótimo para ler em um fim de tarde para descansar a mente!!!

    Em Hiatus


    Faz muito tempo que não apareço por aqui. O motivo não é desmazelo, nem falta de interesse, mas falta daquilo que todo mundo tem hoje em dia: TEMPO. Com a proximidade do final do curso e a monagrafia, tudo fica puxado e cansativo, não há tempo nem para respirar.
    Tempo, é um luxo que não possuo e lamento profundamente te-lo disperdiçado quando o tinha.
    Devido a falta de tempo, achei justo deixar aqui registrado que estou entrando no status de hiatus. É duro dizer que faremos uma pausa, mas fazer o que? Fui forçada pela vida a fazer isso. O que não quer dizer que não voltarei, só não voltarei se não for da vontade de Deus e pronto.
    Aproveito para dizer que estou oficialmente me retirando do desafio literário, o início andei bem, mas o projeto de monografia me proibiu de continuar, fico triste por que queria ler os livros da minha lista. Mas ano que vem tem mais neh?
    Quanto ao conteúdo, o problema não era com ele, mas a forma como estava vindo me relacionando com as palavras, acho que no meio da minha procura por contéudo de qualidade acabei por desnortear um pouco, mas isso acontece em qualquer grande família.
    Espero sinceramente pelo menos consigo manter uma leitura ou outra, pois afinal, enlouquecerei se não for assim! No final do ano, agente faz um levantamento. Ok?
    bjos

    Pavê de Framboesa

    Eu adoro receitas de doces e bolos, hoje navegando pelo site da GNT, achei essa sobremesa que a Nigella fez. Divirtam-se:


    29 de abr de 2012

    Desafio Literário - As mil e uma Noites

    Quem nunca ouviu a estória de um moça, filha de um vizir, que resolve se casar com o sultão para que este pare de matar mocinhas inocentes por ter sido traído por sua esposa, e que a tática dessa mocinha era contar estórias durante as noites??? Quem nunca ouviu essa estória, que atire a primeira pedra, pois eu duvido que exista alguém que a não conheça!!!
    Sempre achei a estoria das mil e uma noites muito interessante, mas nunca tive animo de ler. Quando surgiu o Desafio Literário, não pensei duas vezes, escolhi as mil e uma noites.
    É sempre muito prazeroso ler estórias tão boas, que tenham conteúdo e que não fique naquela mesmice. Apesar de ter lido apenas um volume, gostei de Shareazade e do Sultão Xariar. No decorrer do livro, percebe-se que a intenção do livro é mais reunir vários contos indianos e árabes do que contar a estória de Shareazade, que na minha opinião, é o que faz amarrar todos os contos em um único manuscrito, sem cair na chatice. É claro que isso não tira em nada o mérito do livro, que é muitíssimo intrigante.
    Me senti tão seduzida pelas narrativas de Shareazade quando o sultão, cada noite era aguardada com muito ardor, cada manhã que se iniciava deixava um gostinho de quero mais e uma vontade insana de roer as unhas, enquanto aguardava a próxima noite, é claro que eu não li conforme a protagonista contou para o sultão, mas quando o conto se findava sensação era essa mesma, ficava até com dó do sultão que tinha que esperar a noite chegar, enquanto eu só precisa virar a página...
    As mil e uma noites é deslumbrante, e é imperioso que todos devam ler. Enquanto lia o livro, essa palavra me perseguia, tudo era imperioso para cá e imperioso para lá, quando dei por mim, a palavra imperioso também não saía da minha boca.
    Para quem gosta de HQ's pode se interessar por uma curta série da Vertigo, denominada As mil e uma Noites, mas que faz parte de uma série maior chamada Fabulas, não tem muito haver, mas é bastante interessante, na verdade tem sim, só que um pouco distorcido.

    10 de abr de 2012

    Miscelânia - Notas corriqueiras

    Eu ando muito mais sumida aqui do blog do que eu realmente desejo, infelizmente minha vida é uma montanha russa sem retas, apenas subidas e descidas e quando eu acho que dá para dar uma descansada, vem a descida seguinte.
    O negócio é o seguinte, estou abarrotada de problemas, não tenho conseguido colocar as coisas em ordem devido a quantidade de coisas para fazer, e pessoas para atender, é chato ficar sem tempo!
    Esses tempos estão tão dificeis para encontrar os amigos e marcar um programa legal que acabei indo no cinema sozinha, foi ótimo, é claro, ás vezes gosto de ir sozinha, mas outras vezes prefiro ter alguém para comentar certos trechos de um filme...
    A faculdade esta quase me matando, esse negócio de projeto de monografia enche o saco a bessa, e as materias desse semestre não estão cooperando, estou sentindo que não tenho conseguido dar 80% de mim (que é o sufieciente para ir bem na faculdade), tenho estado bem abaixo da média, algo incomum para mim.
    Meu namoro está indo, umas brigas aqui e outras acolá - mada fora da normalidade de qualquer namoro - , mas estou passando por uma época tão dificil, que ás vezes prefiro ficar sem ver meu namorado, quero simplesmente sumir...
    Já na igreja, as coisas não poderiam ser piores, nós proximos post's irei comentar mais sobre isso, mas o interessante agora é saber apenas que bati boca com o meu superior só por que não concordo com ele, por isso fui tirada do meu cargo de professora, quase mandei ele ir pastar...
    E a vida espiritual não anda bem, as coisas tem se acumulado de tal forma que tenho tido poucas forças para orar e ler a palavra, isso tem refletido muito em mim e na minha constancia falta de paciencia, sei que as pessoas não tem culpa, mas podiam ligar o desconfiometro neh...
    A válvula de escape para variar tem sido os livros, que leio sempre que posso (dentro do carro ou do ônibus), mas ando tão mal que quando chego a faculdade, também leio...
    As plantinhas no meu jardim também tem salvado meus dias, depois de esperar minha mãe arrumar o jardim de inverno que da para o meu quarto, resolvi eu mesma pegar e cuidar dele - mesmo não tendo tempo - , e as receitas miraculosas na cozinha também aliviam meu estresse, mas para minha infelicidade só nesse feriado e final de semana as duas receitas de biscoitos que fiz não sairam boas, culpa da receita que não estava certa, mas mesmo assim fiquei magoada...
    A verdade é que há bastante coisa para falar ( e quero muito falar), mas pouco tempo disponível - na verdade acredito que não tenho conseguido me organizar, por mais que eu tente - mas se Deus quiser eu volto em breve...

    27 de mar de 2012

    Como Harry Potter deveria ter acabado!

    Depois de quase um mês sem dar as caras por aqui, resolvi dar o ar da graça e deixar um video-animação sobre como deveria ter acabado Harry Potter, sem noção, é claro, mas um pouco engraçado!!!

    1 de mar de 2012

    A biblioteca de Neil Gaiman

    Eu ainda não li nenhum livro do autor, mas segundo me disseram, são muito bons. Um tempo atrás visitando um blog por ai, por um acaso do Destino, acabei esbarrando com as fotos da biblioteca dele. Eu quase subi pelas paredes, fiquei surtada!!! Amei! E confesso, senti uma pontadinha de inveja...Um dia terei uma dessas.
    Créditos á E-books grátis

    29 de fev de 2012

    Por que Helena de Tróia e não de Esparta???

    O trágico fim que levou a gloriosa Tróia é conhecido por qualquer pessoa que se preze, uma cidade destruída pelas chamas, e que o que sobrou da cidade gloriosa foram apenas destroços daquilo que um dia ela fora. 
    Bem, uma questão que minha amiga Dayana sempre colocou em cheque foi o fato de Helena ser chamada de Helena de Tróia e não de Helena de Esparta, ficava irritada, sabe lá Deus por que. Enquanto leio a obra Cassandra da escritora alemã Christa Wolf, chego a pensar que por um momento entendo o motivo dela ter sido chamada de Helena de Tróia e não de Esparta. 
    As linhas a seguir, discute o por que de tal colocação. É um pouco difícil falar sobre Tróia sem antes falar um pouco sobre sua estória, espero que o leitor tenha o conhecimento mínimo possível para que possa entender o que desejo passar... 
    De acordo com as tragédias gregas, mesmo após ter fugido com seu amante Páris, e mesmo depois de ter vivido dez anos com este, Helena voltou para seu marido, Menelau, o então rei de Esparta. Venhamos e convenhamos que Helena só foi um pretexto que os gregos arrumaram para conquistar uma passagem que pertencia aos troianos, nada mais nada menos que questões comerciais. Ora, os gregos de Esparta haviam roubado Hesíone, a irmã do Rei Príamo, por que não revidar a altura neh?? 
    No entanto, entendo que Helena preferiu ser troiana do que espartana, mesmo que em Esparta as mulheres gozavam de privilégios como nenhuma outra. Devemos ressaltar que Menelau era Rei de Esparta por que se casou com Helena, e não o contrário, os pretendentes se comprometeram em ajudar aquele que fosse escolhido a casar com Helena, não por que eram bonzinhos, mas para não haver guerras entre eles, ou não tentarem roubá-la entre si. Helena foi obrigada a casar com quem queriam que a casasse, não teve escolha, como muitas outras antes de si não tiveram, mais pior do que todas, era escrava de sua dádiva, a beleza. 
    Então, é por aqui que acredito que Helena preferiu ser troiana a espartana, por que em Tróia, pôde decidir sobre o que queria, além de quê não perderia a glória, a fortuna ou o prestígio e ainda sim seria livre. 
    Mas infelizmente, quem dita ás regras e conta a história, são os vencedores e não os vencidos. Helena, foi obrigada a voltar para seu marido, que idiota como era, a recebeu de bom grado, mesmo que ela não o quisesse. Seu destino foi sem dúvida, muito melhor do que o de tantas outras troianas, que tentando defende-la acabaram na ruína e na desgraça, ela apenas voltou como escrava ao seu antigo dono que na tentativa de fugir acabou levando a gloriosa tróia a ruína.

    23 de fev de 2012

    Uma suruba de filmes...


    Premonição 5
     Em Premonição 5, a Morte está mais onipresente do que nunca, e inicia seu ataque após a premonição de um homem em salvar um grupo de colegas de trabalho de um terrível colapso em uma ponte suspensa. Mas este grupo de almas inocentes não deveria sobreviver e, em uma aterrorizante corrida contra o tempo, o grupo tenta freneticamente descobrir uma maneira de escapar dos planos sinistros da Morte.

    Comentários: Eu pensei que dessa vez eles iriam conseguir fazer com que o filme fose menos estúpido, mas me enganei redondamente, não é tão estúpido quanto aos anteriores, é muito pior e parece que a cada filme que passa as mortes ficam mais ridículas... Acho que os roteiristas andaram fazendo uns cursinhos lá no além com o Lewis Carroll de tão sem noção que o filme consegue ser... Dessa vez existe um método para de fato burlar a morte, mas sabe como é e não estou dando spoiler, no final, ninguém burla mesmo a tal da morte... Agora eu só queria entender para que serve a droga da premonição, haja vista que no final das contas todo mundo vai morrer mesmo...

    Conan, o Bárbaro
    O maior e mais lendário bárbaro de todos os tempos está de volta. Prosperou e evoluiu para oito décadas consecutivas na imaginação do público - em quadrinhos, jogos, tela grande e pequena - explorar Conan na Era Hiboriana será como nunca, seu mundo ganhou vida em um filme 3D colossal, cheio de ação e aventura.

    A busca feroz do guerreiro cimério começa como uma vingança pessoal, mas logo se transforma em uma batalha épica contra seus rivais hukking, e situações impossíveis, Conan é única opção para salvar as grandes nações da Hyboria de uma invasão sobrenatural.

    Comentários: É, o sujeitinho é barbaro mesmo! Nunca li nada sobre o Conan e como Thor, nunca me interessei... Mas serei honesta, o trailer me chamou a atenção. Acabei tendo a oportunidade de ver... Digo que foi interessante e que a meu gosto, os atores atuaram bem, o cenário e o figurinos estavam ótimos, mas o final me desapontou... Daria apenas 3 estrelas.

    A arena

    Como usar o desejo incessante de matar para ganhar uma fortuna? Um homem de negócios especialista em estatísticas (Samuel L. Jackson) ergueu um império com seu website brutal de gladiadores que lutam até a morte. Seu novo guerreiro é David Lord (Kellan Lutz), um bombeiro que foi sequestrado, preso e forçado a lutar pela sua vida. Para comprar sua liberdade, Lord concorda em fazer uma série de ataques letais. Mas conforme o número de mortos aumenta, e com sua batalha principal ainda por vir, Lord desencadeia uma carnificina sangrenta e revela um segredo que ameaça derrubar todo o empreendimento.


    Comentários: Gostei, mas francamente, nada de estraordinário e em muitas partes me fizeram lembrar do filme Gamer, quero dizer, algumas partes apenas, eles parte quase da mesma premissa, mas acabam tomando rumos diferentes...