29 de fev de 2012

Por que Helena de Tróia e não de Esparta???

O trágico fim que levou a gloriosa Tróia é conhecido por qualquer pessoa que se preze, uma cidade destruída pelas chamas, e que o que sobrou da cidade gloriosa foram apenas destroços daquilo que um dia ela fora. 
Bem, uma questão que minha amiga Dayana sempre colocou em cheque foi o fato de Helena ser chamada de Helena de Tróia e não de Helena de Esparta, ficava irritada, sabe lá Deus por que. Enquanto leio a obra Cassandra da escritora alemã Christa Wolf, chego a pensar que por um momento entendo o motivo dela ter sido chamada de Helena de Tróia e não de Esparta. 
As linhas a seguir, discute o por que de tal colocação. É um pouco difícil falar sobre Tróia sem antes falar um pouco sobre sua estória, espero que o leitor tenha o conhecimento mínimo possível para que possa entender o que desejo passar... 
De acordo com as tragédias gregas, mesmo após ter fugido com seu amante Páris, e mesmo depois de ter vivido dez anos com este, Helena voltou para seu marido, Menelau, o então rei de Esparta. Venhamos e convenhamos que Helena só foi um pretexto que os gregos arrumaram para conquistar uma passagem que pertencia aos troianos, nada mais nada menos que questões comerciais. Ora, os gregos de Esparta haviam roubado Hesíone, a irmã do Rei Príamo, por que não revidar a altura neh?? 
No entanto, entendo que Helena preferiu ser troiana do que espartana, mesmo que em Esparta as mulheres gozavam de privilégios como nenhuma outra. Devemos ressaltar que Menelau era Rei de Esparta por que se casou com Helena, e não o contrário, os pretendentes se comprometeram em ajudar aquele que fosse escolhido a casar com Helena, não por que eram bonzinhos, mas para não haver guerras entre eles, ou não tentarem roubá-la entre si. Helena foi obrigada a casar com quem queriam que a casasse, não teve escolha, como muitas outras antes de si não tiveram, mais pior do que todas, era escrava de sua dádiva, a beleza. 
Então, é por aqui que acredito que Helena preferiu ser troiana a espartana, por que em Tróia, pôde decidir sobre o que queria, além de quê não perderia a glória, a fortuna ou o prestígio e ainda sim seria livre. 
Mas infelizmente, quem dita ás regras e conta a história, são os vencedores e não os vencidos. Helena, foi obrigada a voltar para seu marido, que idiota como era, a recebeu de bom grado, mesmo que ela não o quisesse. Seu destino foi sem dúvida, muito melhor do que o de tantas outras troianas, que tentando defende-la acabaram na ruína e na desgraça, ela apenas voltou como escrava ao seu antigo dono que na tentativa de fugir acabou levando a gloriosa tróia a ruína.

23 de fev de 2012

Uma suruba de filmes...


Premonição 5
 Em Premonição 5, a Morte está mais onipresente do que nunca, e inicia seu ataque após a premonição de um homem em salvar um grupo de colegas de trabalho de um terrível colapso em uma ponte suspensa. Mas este grupo de almas inocentes não deveria sobreviver e, em uma aterrorizante corrida contra o tempo, o grupo tenta freneticamente descobrir uma maneira de escapar dos planos sinistros da Morte.

Comentários: Eu pensei que dessa vez eles iriam conseguir fazer com que o filme fose menos estúpido, mas me enganei redondamente, não é tão estúpido quanto aos anteriores, é muito pior e parece que a cada filme que passa as mortes ficam mais ridículas... Acho que os roteiristas andaram fazendo uns cursinhos lá no além com o Lewis Carroll de tão sem noção que o filme consegue ser... Dessa vez existe um método para de fato burlar a morte, mas sabe como é e não estou dando spoiler, no final, ninguém burla mesmo a tal da morte... Agora eu só queria entender para que serve a droga da premonição, haja vista que no final das contas todo mundo vai morrer mesmo...

Conan, o Bárbaro
O maior e mais lendário bárbaro de todos os tempos está de volta. Prosperou e evoluiu para oito décadas consecutivas na imaginação do público - em quadrinhos, jogos, tela grande e pequena - explorar Conan na Era Hiboriana será como nunca, seu mundo ganhou vida em um filme 3D colossal, cheio de ação e aventura.

A busca feroz do guerreiro cimério começa como uma vingança pessoal, mas logo se transforma em uma batalha épica contra seus rivais hukking, e situações impossíveis, Conan é única opção para salvar as grandes nações da Hyboria de uma invasão sobrenatural.

Comentários: É, o sujeitinho é barbaro mesmo! Nunca li nada sobre o Conan e como Thor, nunca me interessei... Mas serei honesta, o trailer me chamou a atenção. Acabei tendo a oportunidade de ver... Digo que foi interessante e que a meu gosto, os atores atuaram bem, o cenário e o figurinos estavam ótimos, mas o final me desapontou... Daria apenas 3 estrelas.

A arena

Como usar o desejo incessante de matar para ganhar uma fortuna? Um homem de negócios especialista em estatísticas (Samuel L. Jackson) ergueu um império com seu website brutal de gladiadores que lutam até a morte. Seu novo guerreiro é David Lord (Kellan Lutz), um bombeiro que foi sequestrado, preso e forçado a lutar pela sua vida. Para comprar sua liberdade, Lord concorda em fazer uma série de ataques letais. Mas conforme o número de mortos aumenta, e com sua batalha principal ainda por vir, Lord desencadeia uma carnificina sangrenta e revela um segredo que ameaça derrubar todo o empreendimento.


Comentários: Gostei, mas francamente, nada de estraordinário e em muitas partes me fizeram lembrar do filme Gamer, quero dizer, algumas partes apenas, eles parte quase da mesma premissa, mas acabam tomando rumos diferentes...

Campos de Concentração no Brasil

Uns dias atrás (quase meses), passeando pela net, descobri um certo blog que me intrigou muito. Lá, segundo a autora Rosana, foi publicado na Super interessante que aqui no Brasil existiam campos de concentração. Fiquei pasma, mas confira, o pequeno, porém interessante relato de Rosana:

Campos de concentração no Brasil, durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945). Tive que olhar de novo e de novo, pois quando se fala em campo de concentração logo penso no extermínio de judeus pela Alemanha nazista de Hitler e o nome de Auschwitz vem a minha memória. Embora um pouco diferente dos campos nazistas, já em 1942, aqui no Brasil cerca de 3.000 pessoas de origem alemã, japonesa e italiana, que comprovadamente tivessem ligações com o nazismo ou com espionagem começaram a ser severamente punidas por representarem uma ameaça ao projeto nacional-moderno do governo. Getúlio Vargas governava o Brasil em 1942. Essas áreas para prisioneiros foram criadas, porque o país saiu da neutralidade em relação à guerra e se posicionou a favor dos Aliados (EUA, Inglaterra e França) e o Brasil optou pela implantação de campos de internação de súditos do Eixo. Em número de doze, os campos oficiais eram Estrela (RS), Florianópolis (SC), Curitiba (PR), Guaratinguetá (SP), Pindamonhangaba (SP), Bauru (SP), Pirassununga (SP), Ribeirão Preto (SP), Pouso Alegre (MG), Niterói (RJ), Igarassu (PE) e Tomé-Açu (PA). Essas "prisões" permitiam que os prisioneiros fizessem compras na cidade acompanhados por guardas, pudessem receber visitas e até tocar em festas, mas isso não minimizou os efeitos produzidos fisicamente, moralmente e psicologicamente nas pessoas,particularmente e nas famílias em cativeiro. Este assunto é tema de uma tese de doutorado em história social na USP, defendida pela historiadora Priscila Ferreira Perazzo em agosto passado, e do livro ''O Canto do Vento'' (tradução de Windhuk), do jornalista Camões Filho. Está ainda sendo investigado por vários outros pesquisadores da USP. Uma parte da nossa história excluída dos livros por conta de uma lei do governo. É extenso e sinto não ter mais espaço para aqui continuar a relatar um pouco mais dessa triste passagem da nossa história não tão bonita do nosso país. Paulatinamente, entre a rendição da Alemanha, em maio, e a do Japão, em setembro, os campos foram sendo esvaziados e os prisioneiros saíram numa situação muito difícil, sem dinheiro e sem documentos para reconstruir suas vidas, ainda mais que a embaixada da Espanha, que representava o Eixo e socorria as famílias dos prisioneiros foi fechada e eles ficaram sem mais alternativas. Agora sei que meu país tem, como muitos, uma página negra na sua história, e que não devemos esquecer jamais.
Achei simples, porém muito interessante o singelo texto da Rosane. Todos os créditos são dela, que agradeço por me ter permitido partilhar nessas páginas essa preciosa informação, fica a dica para quem gosta desse tema. 


Desafio Literário : Cassandra - Christa Wolf


Uma viagem à Grécia e a leitura de Oréstia de Ésquilo fazem emergir Cassandra do passado mítico. Frente à ameaça de uma guerra nuclear e à catástrofe ecológica destas últimas décadas, Chista Wolf descobre em Cassandra a voz trágica que denuncia a guerra, a tirania e o patriarcado como as marcas de uma mesma história ocidental. A Cassandra de Christa Wolf não deve, portanto, o dom divinatório a poderes divinos, mas à sua história pessoal e ao seu amor à verdade, que lhe permitem distanciar-se do palácio, ao qual pertence. A lucidez assim conquistada deverá enfrentar-se com a cegueira histórica de seus conterrâneos, incapazes de reconhecer em si mesmos os autores da própria desgraça. A maldição que Apolo faz pesar sobre Cassandra - de que ninguém creria em suas profecias - é, assim, reinterpretada por Christa Wolf numa concepção moderna da tragédia, onde o destino não é o desígnio aleatório das Parcas, mas o resultado das opções humanas acumuladas na nossa história. A estória de Tróia é interessante por si só, aquela onde mil návios se lançaram ao mar por causa do rosto de uma mulher. Sempre tentei imaginar essa estória na versão feminina, como Marion Zimmer Bradley fez com As brumas de Avalon, sabe, para sair um pouco daquele “padrão” e ouvir a história de quem sofreu calado. Sou admiradora de Tróia, não tenho ergonha nenhuma em dizer que meu interesse surgiu quando eu tinha meus quase dezessete anos ao ver o filme tróia, com Brad Pitt como Aquiles (alias, sempre que leio sobre Aquiles me lembro do Brad). Por isso, quando vi o nome Cassandra, de Christa Wolf para ler esse mês de fevereiro, não pensei duas vezes.
Confesso que no inicio da leitura me senti um pouco entediada e com uma pontada enorme de arrependimento, pois não estava acostumada com a forma que a autora escrevia, e de incio acabei me sentindo um pouco perdida. Depois que peguei o ritmo, a estória fluiu muito bem.
O livro é dividido em quatro conferencias, quatro das quais eu só me dei o trabalho de ler uma, justamente aquela que se entitula Cassandra. As demais conferencias são bastante interessantes, no entanto, dizem respeito a construção da personagem e etc e tal, que na situação do desafio, não me interessavam.
Todo enredo gira ao redor dos pensamentos de Cassandra, antes de ser morta por Climnestra, esposa de Agamenon e Rainha de Micenas. Nesses momentos finais, Cassandra reflete sobre sua vida, sobre seu dom, sua maldição e seu amor por Eneias. Acredito que para se ler esse livro, é aconselhavel que se tenha uma boa noção da história de Tróia, e quando digo uma boa noção, é boa noção mesma, tenho consciencia de que entendi alguns trechos apenas por que já conhecia a história, e não apenas superficialmente, mas realmente conhecia a história. Não basta saber que troia foi invadida pelos gregos, é bom entender os fatos que antecedem a Iliada e os fatos que a precedem, isso para se ter uma boa noção do que se esta lendo.
Na minha humilde opinião, Christa Wolf escreve magistralmente, faz com que penetremos no mais profundo do amago de Cassandra (por mais redudante que essa expressão possa parecer), nós leva a ver toda essa história por outro ponto de vista.
Outro detalhe que me chamou a atenção, foi a teoria seguida pela autora, de que Helena ficou no Egito e o que foi levado para Tróia havia sido um duplo da musa. Confesso que já conhecia essa teoria, mas nunca havia visto sendo usada e para mim é a menos plausivel possivel, mas na conferencia de Christa Wolf, ela ganhou novas cores para mim.
Eu poderia passar o dia inteiro aqui discursando sobre o assunto, no entanto, o que deixo aqui são singelas palavras sobre a minha humilde opinião sobre um texto superfial e profundo sobre a mitica personagem Cassandra.
Nota???? 5!

O vendedor de sonhos - Carlos Ruiz Zafón


Hoje vim aqui falar um pouquinho sobre o Carlos Ruiz Zafón, um autor que em pouco tempo conquistou meu coração pela sua forma mágica de contar estórias.
Resolvi fazer um poste especifico para falar desse autor devido ao fato de até o momento ter achado muito pouco material sobre ele em Português e o pouco que se sabe advém da Wikipédia onde todos os outros sites/blogs copiam as informações.
Abaixo segue as informações básicas que se encontra em vários outros lugares:

Carlos Ruiz Zafón (Barcelona, 1964) é um escritor espanhol.
Em 1993 ganhou o prêmio Ebedé de literatura com seu primeiro romance, O Príncipe da Névoa, que vendeu mais de 150 mil exemplares na Espanha e foi traduzido em vários idiomas. Desde então, publicou quatro romances, sendo que os três primeiros foram dirigidos para um público mais jovem, e intitulam-se de El Palacio de la Medinoche, Las Luces de Semptiembre e Marina. Nos últimos anos transformou-se numa das maiores revelações literárias dos últimos tempos com A Sombra do Vento,que foi traduzido em mais de 30 idiomas e publicado em cerca de 45 países, e foi finalista dos prêmios literários espanhóis Fernando Lara 2001 e Llibreter 2002. Em Portugal, essa obra foi premiada com as Correntes d'Escritas, do ano de 2006. Seu romance mais atual é O Jogo do Anjo,escrito em 2008,que teve mais de um milhão de exemplares vendidos na Espanha.
O autor vive atualmente em Los Angeles, onde escreve roteiros para o cinema e trabalha em um novo romance. Zafón colabora também nos jornais espanhóis La Vanguardia e El País. A Sombra do Vento já ultrapassou a marca dos 6.5 milhões de exemplares vendidos em todo o mundo desde o seu lançamento, em 2001 Fonte: Wikipédia

Além de seu famoso Romance A Sombra do Vento e O Jogo do Anjo, Zafón é autor do romance infantil Marina(que na minha opinião não tem nada de infantil), a trilogia da nevoa que se divide em: o Príncipe da Nevoa, O Palácio da Meia Noite e a Luzes de Setembro (esses três últimos, a serem lançados este ano pela suma das letras).
No finalzinho do ano passado (2011) também foi anunciado o novo romance de Zafón, O Prisioneiro do Céu, que faz parte da tetralogia do cemitério dos livros esquecidos, é a continuação de A sombra do Vento e O jogo do anjo. O livro tem previsão de ser lançado ainda este ano.
É incrível como as pessoas pouco comentam os livros do Zafón, sim, os livros dele vive em falta na submarino (não sei se por falta de reposição do estoque ou se é por causa que os livros dele sai bastante), mas ainda sim, na esfera literária (digo, nos blogs) eu praticamente ainda nada vi dos livros do Zafon, talvez seja apenas impressão minha, mas acho que alguns blogs (leia-se: a maioria deles) não tem dado o devido valor.
Se procurar no Google da Espanha sobre o autor, será possível encontrar seu site oficial, que diga de passagem é muito bom. Lá é possível ler o primeiro capítulo de todos os livros, além de ter informações recentes sobre o autor, wallpapers, gifs e outras coisas mais.
Abaixo segue as capas dos livros da trilogia da Nevoa:

Primeiro livro da Trilogia da Nevoa.
Outra capa do primeiro preimeiro livro da trilogia da Nevoa.
Segundo livro da Trilogia da Nevoa.
Em tradução livre: o palacio da meia noite.
Capa do terceiro livro da trilogia da Nevoa.
Outra capa do segundo livro da trilogia da nevoa.
outra capa do terceiro livro da trilogia da nevoa.
Na Espanha, a trilogia da Nevoa também foi lançado em volume
único.
O princípe da Neblina:
A nova casa dos Carver é cercada por mistério. Ela ainda respira o espírito de Jacob, filho dos ex-proprietários, que se afogou. As estranhas circunstâncias de sua morte só começam a se esclarecer com o aparecimento de um personagem do mal - o Príncipe da Névoa, capaz de conceder qualquer desejo de uma pessoa, a um alto preço.
Palácio da Meia Noite:Calcutá, 1932: O Coração das Trevas.
Um trem cruza a cidade em chamas.
Um espectro de fogo ataca o terror nas sombras da noite. Mas isso não é
em vez do início. Na véspera de seu aniversário de 16 anos, Ben, Sheere e seus amigos precisam enfrentar o enigma mais terrível e mortal na história da cidade de palácios.
As luzes de Setembro:
"Um fabricante de brinquedos misteriosa que vive preso em uma mansão gigante povoado por seres mecânicos e sombras do passado ... Um enigma sobre estranhas luzes que brilham através da névoa em torno do farol da ilha. A criatura de pesadelo que se esconde nas profundezas da floresta ... Estes e outros elementos tecer a teia de mistério que se juntam Irene e Ismael sempre durante um mágico verão na Bahia Azul. Um mistério que vai levá-los a viver as aventuras mais emocionantes em um labirinto mundo de luz e sombra. "
A capas que o livro Marina Recebeu: 


Marina:
Neste livro, Zafón constrói um suspense envolvente em que Barcelona é a cidade-personagem, por onde o estudante de internato Óscar Drai, de 15 anos, passa todo o seu tempo livre, andando pelas ruas e se encantando com a arquitetura de seus casarões. É um desses antigos casarões aparentemente abandonados que chama a atenção de Oscar, que logo se aventura a entrar na casa. Lá dentro, o jovem se encanta com o som de uma belíssima voz e por um relógio de bolso quebrado e muito antigo. Mas ele se assusta com uma inesperada presença na sala de estar e foge, assustado, levando o relógio. Dias depois, ao retornar à casa para devolver o objeto roubado, conhece Marina, a jovem de olhos cinzentos que o leva a um cemitério, onde uma mulher coberta por um manto negro visita uma sepultura sem nome, sempre à mesma data, à mesma hora. Os dois passam então a tentar desvendar o mistério que ronda a mulher do cemitério, passando por palacetes e estufas abandonadas, lutando contra manequins vivos e se defrontando com o mesmo símbolo - uma mariposa negra - diversas vezes, nas mais aventurosas situações por entre os cantos remotos de Barcelona. Tudo isso pelos olhos de Oscar, o menino solitário que se apaixona por Marina e tudo o que a envolve, passando a conviver dia e noite com a falta de eletricidade do casarão, o amigável e doente pai da garota, Germán, o gato Kafka, e a coleção de pinturas espectrais da sala de retratos. Em Marina, o leitor é tragado para dentro de uma investigação cheia de mistérios, conhecendo, a cada capítulo, novas pistas e personagens de uma intrincada história sobre um imigrante de Praga que fez fama e fortuna em Barcelona e teve com sua bela esposa um fim trágico. Ou pelo menos é o que todos imaginam que tenha acontecido, a não ser por Oscar e Marina, que vão correr em busca da verdade - antes de saber que é ela que vai ao encontro deles, como declara um dos complexos personagens do livro.

A Série o cemitério dos livros Esquecidos:
O Jogo do anjo, segundo livro publicado por Zafón,
mas pela ordem cronologica seria o primeiro.
A Sombra do Vento, Primeiro livro publicado por Zafon nessa série,
 mas o segundo em ordem cronologica.
Aqui conta a história do personagem principal da ´serie.
Terceiro livro da serie, e o que tudo indica, continuação direta
do livro a sombra do Vento.
O jogo do anjo:
Aos 28 anos, desiludido no amor e na vida profissional e gravemente doente, o escritor David vive sozinho num casarão em ruínas. É quando surge em sua vida Andreas Corelli, um estrangeiro que se diz editor de livros. Sua origem exata é um mistério, mas sua fala é suave e sedutora. Ele promete a David muito dinheiro e sua simples aparição parece devolver a saúde ao escritor. Contudo, o que ele pede em troca não é pouco. E o preço real dessa encomenda é o que David precisará descobrir.
A sombra do Vento:
Tudo começa em Barcelona, em 1945. Daniel Sempere está completando 11 anos. Ao ver o filho triste por não conseguir mais se lembrar do rosto da mãe já morta, seu pai lhe dá um presente inesquecível: em uma madrugada fantasmagórica, leva-o a um misterioso lugar no coração do centro histórico da cidade, o Cemitério dos Livros Esquecidos. O lugar, conhecido de poucos barceloneses, é uma biblioteca secreta e labiríntica que funciona como depósito para obras abandonadas pelo mundo, à espera de que alguém as descubra. É lá que Daniel encontra um exemplar de "A Sombra do Vento", do também barcelonês Julián Carax. O livro desperta no jovem e sensível Daniel um enorme fascínio por aquele autor desconhecido e sua obra, que ele descobre ser vasta. Obcecado, Daniel começa então uma busca pelos outros livros de Carax e, para sua surpresa, descobre que alguém vem queimando sistematicamente todos os exemplares de todos os livros que o autor já escreveu. Na verdade, o exemplar que Daniel tem em mãos pode ser o último existente. E ele logo irá entender que, se não descobrir a verdade sobre Julián Carax, ele e aqueles que ama poderão ter um destino terrível.

O prisioneiro do céu:
Barcelona, ​​1957. Daniel Sempere e seu amigo Fermin, retornam para a missão de enfrentar o maior desafio de suas vidas. Apenas quando tudo começou a sorrir, um personagem assustador visita livraria Sempere e ameaça revelar um segredo terrível que tenha enterrado duas décadas na memória do escuro da cidade. Ao saber a verdade, Daniel, entende que seu destino leva, inexoravelmente, a enfrentar a maioria das sombras: a de que está crescendo dentro. Cheio de emoção e intriga...

Vale salientar que os romances do Zafón são todos muito envolventes, pelo menos a tetralogia do cemitério dos livros esquecidos e Marina falam sobre a paixão sobre os livros, é uma rede de estórias, sensações e poesia, quando você termina o livro tem a impressão que acabou de sair de um mundo completamente diferente.
Todas as obras do autor são autenticas, nada desse modismo exacerbado que existe por ai. Passeando pelo site oficial dele, li que ele afirmou que já recebeu muitas propostas para transformar seu livros em filmes, mas que ele negou a todas, na minha opinião, sabia atitude, apesar de existir ótimas adaptações de livros para filmes, sabemos que a maioria é muito ruim e de todo modo, tenho a sensação de que não conseguiriam captar a essência da estória, não precisamos nos lembrar das adaptações desastrosas de Hollywood neh?
Ainda acho que ainda que se conseguisse fazer um bom trabalho com as obras de Zafón, o filme não atingiria o grande público, por que sejamos sinceros, ainda que aqui na nossa terrinha o mercado literário tem aumentado bastante, nosso povo ainda precisa melhorar muito para digerir os livros do Zafón. De todo modo, acho que daqui uns anos esse livro se tornará um clássico da literatura mundial!

Miscelânea #6


  • Feriadão acabou e eu nem percebi, o pior é que junto com ele vai-se embora a semana e o mês de fevereiro...
  • Enfim, minha leitura ficou em dia, e para desencargo de consciência, como esse ano tenho projeto de monografia e monografia, resolvi que ao invés de 50, irei reduzir minha meta para 25 livros em 2012, um número do qual tenho certeza que conseguirei alcançar, sem que me prejudique nessa fase da faculdade...
  • Ah, o desafio literário proporciona descobertas literárias interessantes, bom, esse mês de fevereiro não foi cumprido com tanto esmero como em janeiro, mas ainda sim foi bem proveitoso, e março promete ser melhor...
  • Esse feriado, foi proveitoso, patinei bastante no gelo e até levei um tombo, dá para acreditar??? Minha mãe diz que quando eu era pequena eu havia patinado no gelo, mas o problema é que eu não me lembro, logo eu que sempre fui fascinada em patinar no gelo??? Minha grande decepção  foi descobrir que patinar no gelo não é tão fácil quanto patinar com um patins de rodinhas!
  • Fim de carnaval e a vida agora realmente começa...



12 de fev de 2012

Sereia ou Baleia??

Eu vi essa no facebook, mas gostei tanto que resolvi deixar registrado por aqui...


MULHERES ESSA É PRA VOCÊS, VALE A PENA LER e COMPARTILHAR !!
A academia Runner criou um outdoor que perguntava o seguinte: "Neste verão, você quer ser sereia ou baleia?";
Uma mulher enviou a sua resposta, distribuindo o seguinte e-mail por aí:
“ Ontem, vi um outdoor da Runner, com a foto de uma moça escultural de biquíni e a frase: “Neste verão, qual você quer ser?”
Sereia ou Baleia?
Respondo:
Baleias estão sempre cercadas de amigos.
Baleias têm vida sexual ativa, engravidam e têm filhotinhos fofos. Baleias amamentam.
Baleias nadam por aí, cortando os mares e conhecendo lugares legais como as banquisas de gelo da Antártida e os recifes de coral da Polinésia.
Baleias têm amigos golfinhos. Baleias comem camarão à beça.
Baleias esguicham água e brincam muito.
Baleias cantam muito bem e têm até CDs gravados. Baleias são enormes e quase não têm predadores naturais.
Baleias são bem resolvidas, lindas e amadas.
Sereias não existem. Se existissem viveriam em crise existencial: “Sou um peixe ou um ser humano?”
Sereias não têm filhos, pois matam os homens que se encantam com sua beleza. São lindas, porém tristes e sempre solitárias...
Runner, querida, prefiro ser baleia!




E ai, você prefere ser sereia ou baleia???

6 de fev de 2012

Um charme para as velas...

Amei essa ideia... achei lá no Achados da decoração, uma fofura só!
Faça você mesma:



Escolha figuras da sua preferência! Preste atenção nas laterais (lado esquerdo e direito da folha), já que você vai ter que fazer um círculo e emendá-las, é melhor que sejam da mesma largura nas duas pontas



Prefira figura que sejam como esta: com casas, por exemplo, mais altas bem no centro da imagem, pois o efeito é mais bacana. Recorte!






Olha só o detalhe da largura das pontas, pois você vai ter que unir os dois lados. Se o papel for muito final, cole-o em papel vegetal grosso










Atenção: se você usar velas, coloque-as dentro de um porta-velas/castiçal.
Voilá! olha que charme!
Que tal iluminar sua festinha assim na próxima vez, hein?