23 de fev de 2012

Campos de Concentração no Brasil

Uns dias atrás (quase meses), passeando pela net, descobri um certo blog que me intrigou muito. Lá, segundo a autora Rosana, foi publicado na Super interessante que aqui no Brasil existiam campos de concentração. Fiquei pasma, mas confira, o pequeno, porém interessante relato de Rosana:

Campos de concentração no Brasil, durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945). Tive que olhar de novo e de novo, pois quando se fala em campo de concentração logo penso no extermínio de judeus pela Alemanha nazista de Hitler e o nome de Auschwitz vem a minha memória. Embora um pouco diferente dos campos nazistas, já em 1942, aqui no Brasil cerca de 3.000 pessoas de origem alemã, japonesa e italiana, que comprovadamente tivessem ligações com o nazismo ou com espionagem começaram a ser severamente punidas por representarem uma ameaça ao projeto nacional-moderno do governo. Getúlio Vargas governava o Brasil em 1942. Essas áreas para prisioneiros foram criadas, porque o país saiu da neutralidade em relação à guerra e se posicionou a favor dos Aliados (EUA, Inglaterra e França) e o Brasil optou pela implantação de campos de internação de súditos do Eixo. Em número de doze, os campos oficiais eram Estrela (RS), Florianópolis (SC), Curitiba (PR), Guaratinguetá (SP), Pindamonhangaba (SP), Bauru (SP), Pirassununga (SP), Ribeirão Preto (SP), Pouso Alegre (MG), Niterói (RJ), Igarassu (PE) e Tomé-Açu (PA). Essas "prisões" permitiam que os prisioneiros fizessem compras na cidade acompanhados por guardas, pudessem receber visitas e até tocar em festas, mas isso não minimizou os efeitos produzidos fisicamente, moralmente e psicologicamente nas pessoas,particularmente e nas famílias em cativeiro. Este assunto é tema de uma tese de doutorado em história social na USP, defendida pela historiadora Priscila Ferreira Perazzo em agosto passado, e do livro ''O Canto do Vento'' (tradução de Windhuk), do jornalista Camões Filho. Está ainda sendo investigado por vários outros pesquisadores da USP. Uma parte da nossa história excluída dos livros por conta de uma lei do governo. É extenso e sinto não ter mais espaço para aqui continuar a relatar um pouco mais dessa triste passagem da nossa história não tão bonita do nosso país. Paulatinamente, entre a rendição da Alemanha, em maio, e a do Japão, em setembro, os campos foram sendo esvaziados e os prisioneiros saíram numa situação muito difícil, sem dinheiro e sem documentos para reconstruir suas vidas, ainda mais que a embaixada da Espanha, que representava o Eixo e socorria as famílias dos prisioneiros foi fechada e eles ficaram sem mais alternativas. Agora sei que meu país tem, como muitos, uma página negra na sua história, e que não devemos esquecer jamais.
Achei simples, porém muito interessante o singelo texto da Rosane. Todos os créditos são dela, que agradeço por me ter permitido partilhar nessas páginas essa preciosa informação, fica a dica para quem gosta desse tema. 


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