23 de fev de 2011

As Crônicas da Srta Audrey

As Crônicas Da Srta Audrey
Por :Natalie Cazalonga

Parte I


Essas crônicas deveriam ser escritas muito tempo depois, quando a Srta Audrey já tivesse virado uma lenda, e alguém muito ancioso por relatar sua vida singular resolvesse escrever sobre suas perípecias. Mas dada a fraca memória de quem escreve e a necissidade de fazê-las serem lembradas, essas crônicas se iniciam bem antes do previsto.
Não é possível iniciar falando da Srta Audrey, sem antes mesmo não falar de mim, a narradora, que a alguns anos atrás teve o prazer de conhecer a srta Audrey e participar de algumas de suas aventuras. Não intenciono falar demais de mim, apenas que sou uma amiga íntima de nossa personagem, e assim como Watson acompanhava Sherlock Holmes em suas aventuras, assim eu também o fazia.
Para início de relato seria essencial contar como nos conhecemos, como também foi necessário a Watson contar seu bizarro primeiro encontro com Holmes, com nós não poderia ser diferente.
Nosso primeiro contato se deu quando cursavamos o terceiro ano do ensino médio, Audrey era a novata na escola e eu a veterna. Foi em uma simplória aula de filosofia, não que não gostássemos de filosofia, entenda, mas é que aquela primeira aula realmente foi simplória. Nossa sala era um desastre, e o nosso professor um tanto desajeitado, chamamos ele "carinhosamente" de superman(como sempre irei me referir a ele), além de tudo uma dinâmica pra lá de louca e absurda não ajudaram a aula ser aquelas mil maravilhas...
Fato é que o professor dividiu a sala em dois grandes grupos, e a dinâmica consistia em membros de um grupo conversar com os membros do outro grupo, enquanto um contava uma história maluca o outro tinha que tentar atrapalha-lo. Bem, eu estava no grupo que atrapalhava e ela estava no grupo que contava uma história absurda. Eu ia agarrar a primeira pessoa que aparecesse, no entanto como eu estava em um extremo da sala e ela em outro, acabamos sobrando e através de gesticulação combinamos que o par seriamos nos mesmas. Fui eu conversar com a novata que se sentava no extremo oposto a mim.
A história da Sra Audrey foi um tanto escabrosa, eu curiosa como só eu posso ser, tentava atrapalhar, mas cheia de curiosidades. Ela começou a contar uma história de sei lá onde, de uma menina que ela ouviu falar, que tinha tido os seios arrancados pelo próprio namorado. Uma história escabrosa, e devo confessar que pouco convicente. Eu senti que a atrapalhei, e ela sentiu que havia completado a tarefa com esmero. Na época não pensava assim, mas em conversar posteriores Srta Audrey, esta jurou de pé junto que ela obteu êxito e que eu havia sido pega pela curiosidade e não executei minha tarefa, gozado, por que eu pensava diametralmente o oposto, cheguei a conclusão que havia obtido êxito, enquanto ela é que saiu prejudicada. Duas diferentes versões de um dinâmica fadada ao fracasso...
Pois é, foi assim que tivemos nosso primeiro contato, mas ainda demoraria alguns meses para que passássemos a manter conversas paralelas na aula e nos tornássemos amigas. Mas isso é conversa para outro capítulo...
P.S.: acho engraçado como, até hoje consigo me lembrar do nosso primeiro contato, em regra, não me lembro quando se iniciam os primeiros contatos de minhas amizades mais duradouras!

Um comentário:

Paula disse...

Parece uma boa leitura!
Bj
Paula
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